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Por que apenas 30% das empresas familiares chegam à terceira geração?

Por que apenas 30% das empresas familiares chegam à terceira geração?

As empresas familiares têm um papel fundamental na economia brasileira. Segundo dados do IBGE, cerca de 90% das empresas no país são de origem familiar. Juntas, elas são responsáveis por aproximadamente 75% dos empregos e por metade do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

Apesar dessa relevância, um dado chama a atenção: apenas 30% dessas empresas chegam à terceira geração, e somente metade consegue sobreviver à transição da primeira para a segunda geração, de acordo com levantamento do Banco Mundial.

O momento mais delicado: a sucessão familiar

O processo de sucessão é considerado um dos momentos mais críticos na trajetória de uma empresa familiar. É nesse ponto que se define se o negócio continuará existindo ou se encerrará suas atividades.

Entre os principais desafios estão:

  • a falta de interesse dos herdeiros em assumir o negócio;
  • a ausência de modernização da gestão;
  • a mistura entre relações familiares e decisões empresariais;
  • a resistência a mudanças por parte dos fundadores.

A importância da maturidade dos fundadores

Mesmo empresas sólidas e bem posicionadas no mercado precisam evoluir. A maturidade dos fundadores é essencial para compreender que a profissionalização da gestão e a adoção de práticas modernas de governança corporativa são fundamentais para a sobrevivência do negócio.

O mercado muda constantemente, e apenas empresas dispostas a se adaptar conseguem se manter competitivas ao longo do tempo.

Gestão profissional como pilar de continuidade

Muitas empresas familiares operam por anos sem uma gestão profissional estruturada. Embora esse modelo possa funcionar por um período, ele tende a gerar estagnação e conflitos internos.

A profissionalização permite separar questões familiares das decisões estratégicas, garantindo mais eficiência, clareza e sustentabilidade para o negócio.

Valorizar quem conhece a história da empresa

Mesmo com a entrada de gestores externos, é essencial manter profissionais que conheçam profundamente a cultura, o mercado e a trajetória da empresa. Esse equilíbrio entre visão externa e conhecimento interno fortalece a gestão.

Preparar o futuro desde agora

Um planejamento sucessório eficiente começa antes mesmo da transição acontecer. Inserir as próximas gerações de forma gradual, seja em conselhos administrativos ou em projetos estratégicos, ajuda a formar líderes mais preparados para o futuro.

Além disso, acompanhar as mudanças do mercado, investir em inovação e superar resistências internas são atitudes indispensáveis para a continuidade do negócio.

Planejamento é proteção

Garantir a longevidade de uma empresa familiar vai além da gestão do dia a dia. Envolve planejamento, proteção e decisões estratégicas que preservem tudo o que foi construído ao longo dos anos.